Uma mulher de 28 anos foi brutalmente esfaqueada pelo namorado dentro da própria casa, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, no início da noite desta quarta-feira (29). O crime, que chocou até os socorristas, aconteceu na frente do filho da vítima, uma criança de apenas três anos, e é mais um triste retrato da violência doméstica que ainda destrói vidas em silêncio.
De acordo com a Guarda Municipal (GM), os gritos de desespero da mulher foram ouvidos por vizinhos, que acionaram as equipes de socorro. Ao chegarem ao local, os agentes se depararam com uma cena aterrorizante: sangue espalhado por toda a casa e uma mulher gravemente ferida, lutando pela vida.
“Foi uma briga de casal e a mulher foi esfaqueada. Tinha um rastro de sangue dentro da casa. O crime aconteceu na frente da criança, que estava em choque”, relatou, emocionada, a coordenadora da GM, Wilsek.
O agressor, de cerca de 30 anos, foi preso em flagrante e levado à Delegacia de Araucária, onde vai responder por tentativa de feminicídio.
A vítima, em estado crítico, foi atendida por equipes do Siate e do Corpo de Bombeiros, e devido à gravidade dos ferimentos — incluindo uma possível lesão arterial no braço —, precisou ser transportada de helicóptero (Falcão 08 do BPMOA) até o Hospital do Trabalhador, em Curitiba.
Segundo o sargento Corsico, do Corpo de Bombeiros, a mulher perdeu muito sangue e precisava de atendimento urgente:
“Ela teve um ferimento profundo no braço, com bastante sangramento. Está estável, mas inspira cuidados. A hemorragia exigia deslocamento rápido, por isso acionamos a aeronave.”
Em meio à dor e à revolta, a coordenadora Wilsek fez um apelo comovente às mulheres que vivem situações semelhantes:
“É a segunda situação grave em poucas horas. Eu peço, por favor, às mulheres que não se calem. Procurem ajuda, denunciem, porque nós estamos à disposição. Que esses homens paguem pelos crimes que cometem”, disse, às lágrimas.
O hospital confirmou que a vítima passou por cirurgia e permanece internada em estado grave.
⚠️ Um alerta que não pode ser ignorado
Mais uma vez, a violência doméstica mostra seu rosto cruel — e o silêncio pode custar vidas.
Se você sofre ou conhece alguém que sofre qualquer tipo de agressão, denuncie.
👉 Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou procure a Guarda Municipal, Polícia Militar (190) ou Delegacia da Mulher mais próxima.
A omissão é cúmplice.
Falar pode salvar vidas.

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