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A ideia de que o João-de-barro prende a fêmea dentro do ninho é um dos mitos mais difundidos da natureza brasileira, mas não tem fundamento científico. De acordo com estudiosos do comportamento animal, o macho não sela a entrada da casinha para aprisionar a companheira, nem por ciúmes, nem por “punição”.

Na realidade, o João-de-barro — ave típica da América do Sul — é conhecido por seu comportamento monogâmico e cooperativo. O casal trabalha junto na construção do famoso ninho de barro, que possui abertura única e formato semelhante a um forno de barro. Ambos também participam dos cuidados com os ovos e filhotes, revezando turnos e compartilhando responsabilidades.

O mito ganhou força ao longo do tempo porque algumas pessoas encontraram ninhos fechados e interpretaram isso como uma “prisão” da fêmea. No entanto, biólogos explicam que isso ocorre por motivos naturais:

  • O casal abandona o ninho após a reprodução e constrói outro na temporada seguinte.
  • O barro pode cair e obstruir a entrada com o tempo.
  • Em algumas situações, as aves fecham parcialmente o ninho para protegê-lo de predadores ou intempéries.

Em nenhuma dessas situações há registro de que a fêmea fique trancada. Pelo contrário, a espécie é conhecida pela parceria e sincronia entre o casal.