Um incêndio registrado na noite desta sexta-feira (14) mobilizou equipes do 7º Batalhão de Bombeiros Militar e expôs um episódio de violência que poderia ter terminado em tragédia em Araquari, no bairro Porto Grande. A ocorrência foi atendida por volta das 21h31, após o acionamento das guarnições do ABTR-57 e ASU-146, do 3º/3ª/7º BBM, para combater um incêndio em residência na Rua Karine Laurindo Amaral.
Ao chegarem ao local, os bombeiros confirmaram que a casa — uma estrutura de alvenaria de aproximadamente 30 m² — já estava parcialmente consumida pelas chamas, em fase de diminuição. A Polícia Militar, que havia chegado primeiro, tentou conter o fogo, mas não obteve êxito.
As equipes dos bombeiros assumiram o gerenciamento da cena, garantindo a segurança da área e verificando que a energia elétrica já estava desligada. Em seguida, montaram rapidamente o estabelecimento com uma adutora, divisor e duas linhas de mangueira de 1½ polegada, dando início ao combate direto. Foram necessários cerca de 8 minutos para extinguir completamente o incêndio, seguido de um processo minucioso de rescaldo. No total, 1.000 litros de água foram utilizados.
Durante a verificação dos focos, os bombeiros encontraram dois colchões queimados, um em cada quarto — possível ponto inicial das chamas. Segundo relato da locatária do imóvel e dos policiais militares, o ex-marido da mulher teria discutido com ela momentos antes da chegada da guarnição, sendo apontado como suspeito de iniciar o fogo.
A suspeita ganhou força quando, já após o término dos trabalhos, o próprio ex-marido retornou ao local e se entregou à Polícia Militar, que assumiu a ocorrência.
Além do incêndio, o caso envolveu também uma denúncia de violência doméstica. A locatária relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro e pediu atendimento. A equipe do ASU-146 constatou escoriações nos braços e uma lesão com edema na região occipital da cabeça. Embora apresentasse sinais vitais alterados — pressão de 161/97 mmHg e frequência cardíaca de 137 bpm —, a vítima optou por não ser transportada ao hospital, assinando termo de recusa.
O proprietário do imóvel acompanhou todo o desfecho da ocorrência e foi orientado sobre os danos causados. Após o atendimento, a locatária e o ex-marido foram conduzidos pela Polícia Militar para os procedimentos cabíveis.

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