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Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciam nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado. A paralisação ocorre em formatos diferentes nas duas instituições.

Na Caixa, a greve tem caráter nacional e foi aprovada pelos trabalhadores após a rejeição da proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Já no Banco do Brasil, a paralisação é parcial e ocorre somente nas bases sindicais que não aprovaram o acordo da categoria.

Banco do Brasil terá greve parcial

No Banco do Brasil, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades.

Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.

O Banco do Brasil informou que participou das negociações realizadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que tratam das questões gerais da categoria, além de manter uma mesa específica para discutir assuntos relacionados aos funcionários da instituição.

Segundo o banco, foram realizadas diversas rodadas de negociação para a data-base de 2026, resultando na proposta posteriormente submetida às assembleias dos trabalhadores.

Nova convenção prevê reajuste e aumento real

A nova Convenção Coletiva de Trabalho foi assinada nesta quarta-feira (9), em São Paulo, pela Federação Nacional dos Bancos e pelos representantes dos bancários.

O acordo prevê reposição integral da inflação medida pelo INPC, mais aumento real de 0,6% nos próximos dois anos.

O reajuste também será aplicado a benefícios e outras verbas, como:

  • Vale-alimentação;
  • Vale-refeição;
  • Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
  • Auxílios previstos na convenção.

A CCT também inclui medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão fora do horário de trabalho e transparência no monitoramento digital dos funcionários.

Também está prevista a criação de um programa de qualificação e recolocação profissional, além de melhorias na indenização para trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências.

Caixa Econômica Federal entra em greve nacional

Na Caixa, os trabalhadores rejeitaram a proposta de renovação do ACT e decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado.

Segundo a Contraf-CUT, a proposta apresentada pelo banco foi rejeitada por mais de 90% das bases sindicais nas assembleias realizadas em todo o país.

A Caixa retomou as negociações com as entidades representantes dos empregados e informou que mantém o diálogo aberto para buscar um entendimento.

Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, além de outras reivindicações apresentadas pelos trabalhadores desde junho.

De acordo com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a paralisação deve continuar até que novas assembleias possam avaliar eventuais avanços nas negociações.

Como os clientes podem ser atendidos

Mesmo com a greve, os bancos informaram que os clientes podem utilizar os canais digitais e alternativas de atendimento.

No Banco do Brasil, estão disponíveis o aplicativo, Internet Banking, correspondentes bancários, Central de Relacionamento e WhatsApp.

Os telefones informados pelo banco são:

4004-0001 – capitais e regiões metropolitanas
0800 729 0001 – demais localidades

No caso da Caixa, os clientes podem utilizar normalmente canais como App CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA, CAIXA Tem e atendimento telefônico.

Também estão disponíveis os caixas eletrônicos, Banco24Horas, casas lotéricas e Correspondentes CAIXA Aqui.

Acordo envolve centenas de milhares de bancários

Segundo a Fenaban, as negociações da campanha salarial foram concluídas em 9 de setembro, com a assinatura de uma Convenção Coletiva de Trabalho de abrangência nacional.

A convenção reúne 171 bancos e aproximadamente 414 mil bancários, que trabalham em cerca de 3,6 mil municípios brasileiros.

O acordo foi assinado por 245 entidades sindicais que representam trabalhadores e instituições bancárias.

A greve, entretanto, não ocorre de forma uniforme em todo o sistema bancário, já que a adesão depende das decisões tomadas pelas respectivas bases sindicais.