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Santa Catarina está sob risco devido a proliferação do inseto conhecido como maruim, que pode transmitir viroses – casos foram registrados em 13 municípios;
 

Maria Solange Ferreira Alves, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, explica que o inseto se prolifera mais facilmente em áreas com umidade e alta temperatura 

 

Ao menos 13 municípios de Santa Catarina (SC) registraram a infestação do mosquito-pólvora, conhecido como maruim, uma espécie de inseto culicóide, de coloração preta, transmissor de viroses e que pode causar, inclusive, a febre Oropouche. 

 

Segundo Boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), da Secretaria de Saúde de SC, desde a primeira ocorrência, em abril, já são 78 casos confirmados, sendo a maioria no Vale do Itajaí. O que pode explicar o maior risco na região, é o fato de o local ser produtor de banana. A reprodução nas plantações ocorre devido à preferência da larva do inseto por ambientes úmidos, como folhas de bananeiras e matéria orgânica. 

 

De acordo com a especialista Maria Solange Ferreira Alves, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera de Joinville, os cuidados precisam ser reforçados nesse período, haja vista que o inseto se prolifera mais facilmente nessas áreas com umidade alta e aumento da temperatura, sendo já identificado em áreas urbanas, como hortas e jardins.  

 

“Os ovos do maruim são depositados nesses ambientes e eclodem entre dois e sete dias. As larvas se desenvolvem em três semanas, depois se enterram na lama ou areia e se transformam em pupas, tornando-se insetos adultos em três dias. Dessa forma, é essencial manter quintais e terrenos baldios limpos e evitar o acúmulo de materiais em decomposição", alerta. 

 

A especialista ressalta que materiais orgânicos como madeira apodrecida, cascas de árvores, esterco e lama contribuem para a sobrevivência do inseto. Maria Solange indica, que além dos cuidados biológicos, que estão sob a responsabilidade dos órgãos fiscalizadores, é preciso atentar-se aos aspectos culturais e comportamentais a fim de dirimir o problema.   

 

Acerca dos sintomas, a especialista explica o mosquito pode deixar manchas vermelha no local da picada, transmitir viroses e causar a febre Oropouche. “Dor muscular, dor de cabeça, dor nas articulares, diarreia e náusea são muito comuns às pessoas. Além disso, esses sintomas são similares à dengue e chikungunya. O diagnóstico clínico, epidemiológico e laboratorial deve ser notificado de forma imediata. Portanto, ao sentir esses sintomas, procure um posto médico”, alerta.  

 

O diagnóstico da febre Oropouche é realizado através de exames laboratoriais, incluindo: RT-PCR: para detectar o RNA viral no sangue, e Sorologia: para identificar anticorpos específicos contra o vírus Oropouche. Quanto ao tratamento, não há um específico e o manejo da doença é sintomático, podendo incluir: antitérmicos e analgésicos para reduzir a febre e a dor; hidratação adequada; e repouso.

 

Por fim, a coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, indica alguns cuidados a fim de a sociedade reforçar a consciência social sobre o problema. Confira: 

 

Eliminar locais de reprodução: O mosquito-pólvora se reproduz em água parada, portanto, é essencial eliminar ou evitar o acúmulo de água em recipientes ao ar livre, como vasos de plantas, pneus velhos, garrafas vazias e recipientes de armazenamento; 


Manter recipientes de água limpos: Se você tem recipientes de água ao ar livre, como bebedouros de animais de estimação, vasos de plantas ou piscinas infantis, certifique-se de trocar a água regularmente e de limpá-los para evitar o acúmulo de larvas de mosquito; 
Utilizar telas e mosquiteiros: Mantenha as portas e janelas fechadas ou protegidas por telas para impedir a entrada de mosquitos em sua casa. Além disso, utilizar mosquiteiros em torno de camas e berços pode ajudar a proteger você e sua família enquanto dormem; 


Usar repelentes: Aplique repelentes de insetos, especialmente durante o amanhecer e o entardecer, quando os mosquitos-pólvora são mais ativos. Certifique-se de seguir as instruções de uso dos produtos e evite aplicar repelente em áreas sensíveis, como os olhos e a boca; 
Usar roupas protetoras: Se estiver em áreas onde há muitos mosquitos, use roupas que cubram a maior parte do corpo, como calças compridas, camisas de manga comprida e sapatos fechados;


Eliminar locais de abrigo: Os mosquitos-pólvora também se abrigam em locais escuros e úmidos durante o dia. Mantenha sua casa limpa e livre de acúmulos de lixo e entulho, o que pode servir como abrigo para os mosquitos; 
Colaborar com programas de controle de vetores: Contribua com programas de controle de vetores realizados pelas autoridades de saúde locais, como a aplicação de larvicidas em áreas propensas à reprodução de mosquitos e ações de conscientização na comunidade. 
Confira: Atualização Febre Oropouche

 
Município Casos confirmados de FO: Antônio Carlos 2; Benedito Novo 1; Blumenau 3; Botuverá 16; Brusque 6; Corupá 2; Guabiruba 1; Ilhota 5; Jaraguá do Sul 1; Luiz Alves 35; São Martinho 1; Schroeder 3; Tijucas 2; 

Total: 78

 

Aqui estão algumas informações essenciais sobre o mosquito-pólvora e como evitar a propagação da Febre Oropouche:

1. Identificação do Mosquito-Pólvora:
   - O mosquito-pólvora é um inseto pequeno, geralmente com menos de 2 mm de comprimento.
   - Ele é encontrado em áreas tropicais e subtropicais, especialmente em regiões úmidas e próximas a corpos d'água.

2. Transmissão e Sintomas da Febre Oropouche:
   - A Febre Oropouche é causada por um vírus do gênero *Orthobunyavirus*.
   - Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e fadiga.
   - Em casos raros, a doença pode evoluir para complicações neurológicas.

3. Prevenção e Medidas de Controle:
   - Use repelentes de insetos contendo DEET ou icaridina.
   - Vista roupas de manga longa e calças quando estiver ao ar livre.
   - Elimine possíveis criadouros do mosquito, como água parada em recipientes.
   - Mantenha telas nas janelas e portas para evitar a entrada do mosquito em ambientes fechados.

4. Notificação de Casos Suspeitos:
   - Se você apresentar sintomas compatíveis com a Febre Oropouche, procure atendimento médico.
   - Os profissionais de saúde devem notificar casos suspeitos às autoridades sanitárias.

Lembre-se de que a prevenção é fundamental para evitar a propagação dessa doença. Fique atento às orientações das autoridades de saúde e proteja-se contra o mosquito-pólvora.