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Um levantamento recente aponta que 92,07% da população de Santa Catarina integra atualmente as classes A, B e C, um salto expressivo em relação a 2022, quando o índice era de 88,03%. O estudo, atribuído à Fundação Getulio Vargas (FGV), reforça um movimento consistente de crescimento da renda, redução da pobreza e fortalecimento do mercado de trabalho no estado.

O dado, por si só, reacende um debate sensível no país: até que ponto políticas de transferência de renda são solução permanente ou apenas paliativos diante da capacidade produtiva de determinadas regiões? Em Santa Catarina, a leitura predominante é clara e direta — o avanço econômico não veio de esmolas do governo federal, mas de um povo trabalhador, historicamente ligado à produção, à indústria, ao comércio e ao empreendedorismo.

Nos últimos anos, Santa Catarina tem se destacado como um dos estados com maior ritmo de crescimento econômico do Brasil, superando a média nacional em diferentes indicadores. Entre 2024 e 2025, o estado manteve desempenho robusto, impulsionado por eficiência administrativa, diversificação econômica e um ambiente favorável aos negócios. Não por acaso, registra também uma das menores taxas de desemprego do país.

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Esse cenário refletiu diretamente em programas sociais. Muitas famílias que antes dependiam do Bolsa Família voltaram ao mercado de trabalho, priorizando o aumento da renda familiar e rompendo o ciclo de dependência. O resultado é uma migração gradual da população para faixas de renda mais altas, com ganho real de dignidade e autonomia.

A crítica que emerge desse contexto é objetiva: quando há emprego, incentivo ao empreendedorismo e segurança jurídica para empresas crescerem ou se instalarem, o assistencialismo perde protagonismo. Em Santa Catarina, o trabalho continua sendo o principal instrumento de ascensão social. O estado oferece incentivos econômicos, apoio à inovação e condições para quem quer produzir — e colhe os frutos disso.

Ao atingir mais de 92% da população nas classes A, B e C, Santa Catarina reforça sua identidade como terra de um povo trabalhador e honesto, que cresce com esforço próprio e cobra políticas públicas focadas em desenvolvimento, não em dependência.