Espaço para comunicar erros nesta postagem
Quatro homens foram condenados após denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por envolvimento na morte do advogado Leandro Drews, em Timbó, no Vale do Itajaí. O crime, ocorrido entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, incluiu extorsão mediante violência, cárcere privado, ocultação de cadáver, corrupção de menor e lavagem de dinheiro.
De acordo com a denúncia da 2ª Promotoria de Justiça de Timbó, os réus se associaram de forma estável para praticar crimes com o objetivo de obter vantagem financeira, tendo como alvo a vítima, que tinha recursos em contas bancárias. A investigação foi conduzida pelo Promotor de Justiça Alexandre Daura Serratine.
As investigações apontaram que, no dia 30 de dezembro de 2024, a vítima foi abordada e teve sua liberdade restringida pelos acusados, que a levaram inicialmente a estabelecimentos em Blumenau. Sob ameaça, agressões físicas e uso de substâncias que reduziram sua capacidade de reação, os criminosos acessaram aplicativos bancários e realizaram transferências de valores.
Na sequência, o grupo levou o advogado Leandro Drews para uma residência em Rio dos Cedros, onde ele foi mantido em cárcere privado. Durante o período, os réus continuaram exigindo transferências financeiras, mediante violência e chantagem. As agressões culminaram na morte da vítima no dia 1º de janeiro de 2025.
Após o crime, os envolvidos transportaram o corpo no veículo da própria vítima até uma área de mata em Doutor Pedrinho, onde o ocultaram. O cadáver foi localizado apenas no dia 31 de janeiro de 2025, após diligências policiais e indicação do local por um dos investigados.
A investigação, que contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) para análise de dados, reuniu provas como quebras de sigilo bancário e telemático, rastreamento de deslocamentos, registros de transações financeiras e depoimentos, que confirmaram a participação conjunta dos acusados.
Conforme apurado, os réus movimentaram mais de R$ 425 mil das contas da vítima, utilizando transferências para contas próprias e de terceiros, além da aquisição de bens, como veículos.
Vale destacar a atuação estratégica do MPSC desde as fases iniciais da investigação. Foi o Ministério Público quem capitaneou as representações fundamentais para o desfecho do caso, requerendo as quebras de sigilos bancário e telemático que permitiram rastrear o caminho do dinheiro e mapear as comunicações do grupo criminoso. Além disso, as prisões temporárias - cruciais para o avanço das apurações e localização do corpo da vítima - e as posteriores prisões preventivas, que garantiram que os réus permanecessem encarcerados até a condenação, foram todas formuladas e impulsionadas diretamente pela Promotoria de Justiça.
Na sentença, foi considerado que o conjunto probatório demonstrou de forma consistente a autoria e materialidade dos crimes, destacando a atuação coordenada dos réus e a divisão de tarefas entre eles.
Os acusados foram condenados a 38 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de associação criminosa, extorsão qualificada pelo resultado morte, ocultação de cadáver, corrupção de menor e lavagem de dinheiro. Também foi determinada a reparação mínima de R$ 425.706,45 aos herdeiros da vítima.
Publicado por:
Portal São Bento
Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.
Saiba MaisNossas notícias
no celular

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se