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A reciclagem é um importante caminho para que a cidade seja mais sustentável e, através do trabalho de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, é possível aumentar os índices de resíduos transformados por este processo. Em São Bento do Sul, com ações desenvolvidas pelo Sistema Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), houve nos últimos três anos um salto de 9% para 19% de todo o lixo produzido sendo reaproveitado, porém, para esses números se expandirem, é preciso que haja mão de obra para sua operacionalização. 


Observando este cenário, a Prefeitura Municipal, através do Samae, encaminhou no dia 15 de março para a Câmara Municipal um projeto de lei que visa criar o Programa de Incentivo às Cooperativas e Associações de Catadores de Material Reciclável, objetivando estimular a geração de emprego e receita, em especial às famílias de baixa renda, fomentar a criação de associações e/ou cooperativas que atuem no recolhimento, processamento e comercialização de material reciclável, possibilitar o resgate da cidadania e demais direitos sociais aos interessados no programa, e desenvolver a defesa do meio ambiente.


O diretor-presidente do Samae, Osvalcir Peters, ressalta que o papel da autarquia neste processo é criar um ecossistema favorável para que essas organizações se mantenham ativas e economicamente viáveis. “Através de subsídio financeiro para as cooperativas e/ou associações que estiverem credenciadas e que realizarem o recebimento, armazenamento, triagem e venda de materiais recicláveis oriundos da Coleta Seletiva do município e do fomento ao desenvolvimento de atividades de educação ambiental, poderemos alcançar mais estabilidade para um serviço fundamental”, disse.

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Como funcionará


Se aprovado, as instituições serão contratadas através de um credenciamento, com validade de um ano, sendo vedadas as participações de entidades com sede fora do município. A distribuição da demanda do material reciclado entre as credenciadas deverá ser igualitária e a receita gerada com o beneficiamento dos materiais coletados será revertida integralmente para o fomento das atividades das cooperativas ou associações participantes. 


A iniciativa mais atraente no projeto para que seja possibilitada a operação destas cooperativas, que sofreram uma queda significativa em suas receitas nos últimos anos, devido à baixa no preço pago pelos materiais, é que o Samae subsidiará 50% do valor de venda dos materiais comercializados.

O valor máximo de repasse estipulado é de R$ 40 mil, a ser rateado entre todas as cooperativas credenciadas, de acordo com o relatório de venda apresentado por cada uma. Este valor gera melhoria na qualidade de vida dos catadores de recicláveis, um meio ambiente saudável e também traz economia à autarquia, pois estes resíduos não serão destinados ao aterro sanitário.