Espaço para comunicar erros nesta postagem
A Polícia Civil de Santa Catarina realizou nesta terça-feira (25) a quinta prisão relacionada à Operação Supply Chain, investigação que apura o desvio de aproximadamente R$ 8 milhões de uma das maiores fabricantes de suplementos alimentares do país, Growth com sede em Tijucas, na Grande Florianópolis.
O homem preso é apontado pela Polícia Civil como o principal articulador e beneficiário do esquema criminoso. A terceira fase da operação foi coordenada pela Delegacia de Investigação de Lavagem de Dinheiro (DLAV/DEIC) e teve como objetivo atingir outro núcleo envolvido no esquema, além de avançar na recuperação dos valores desviados.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em residências e empresas ligadas aos investigados nos municípios de Itajaí e Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina.
Documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos a análise pericial. Também foram determinados o sequestro de veículos de luxo e de passeio, com restrição de transferência, além de imóveis localizados no Litoral Norte.
Por decisão da Vara Regional de Garantias da Comarca de Balneário Camboriú, foram bloqueados R$ 6.203.044,46 em ativos mantidos nas contas dos investigados e de empresas relacionadas ao esquema. A medida também alcançou ativos virtuais mantidos em exchanges de criptomoedas, participações societárias e valores de previdência privada.
Como funcionava o esquema
Segundo a DLAV/DEIC, o golpe contra a empresa era realizado por meio da emissão de títulos de cobrança referentes a vendas que nunca haviam sido realizadas.
Para viabilizar as operações fraudulentas e dificultar a identificação dos beneficiários, os investigados utilizavam empresas de fachada, incorporadoras e familiares como supostos titulares dos negócios.
A investigação aponta ainda que, após o recebimento dos valores, eram realizadas movimentações financeiras destinadas a ocultar a origem ilícita do dinheiro, incluindo saques expressivos em espécie.
A Polícia Civil afirma que a estratégia da investigação não se limita às prisões, mas também busca atingir financeiramente o grupo e recuperar os prejuízos provocados à vítima.
Os investigados são suspeitos dos crimes de estelionato, furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Em caso de condenação, as penas podem chegar a 26 anos de prisão.
Operação já bloqueou milhões
A primeira fase da Operação Supply Chain foi deflagrada em 29 de outubro de 2025. Na ocasião, foram bloqueados R$ 13 milhões em bens e valores que, segundo a investigação, teriam sido obtidos por meio do esquema.
Também foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais e empresas de Tijucas, Navegantes, Itajaí, Araquari, Londrina (PR) e Curitiba (PR).
A segunda fase ocorreu em 2 de junho de 2026 e terminou com a prisão de quatro pessoas, incluindo um casal de empresários de Joinville. Conforme a Polícia Civil, eles são suspeitos de terem recebido aproximadamente R$ 6 milhões do dinheiro desviado.
Ainda segundo a investigação, empresas de fachada e pessoas utilizadas como “laranjas” eram empregadas para esconder os verdadeiros beneficiários dos recursos.
Nesta terceira fase, além da prisão preventiva, o bloqueio de mais de R$ 6,2 milhões e o sequestro de veículos e imóveis ampliam as medidas adotadas pela Polícia Civil para tentar desarticular financeiramente o grupo e recuperar parte do dinheiro desviado.
Publicado por:
Portal São Bento
Portal São Bento Notícias criado em 2013, trazendo informações do dia a dia, com seriedade, agilidade. Maior Portal de notícias do Planalto norte de Santa Catarina
Saiba MaisNossas notícias
no celular
