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Itaiópolis (SC) — Uma investigação da Polícia Civil desvendou um cenário alarmante de violência sistemática contra três crianças — de 10, 8 e 4 anos — praticada, segundo as apurações, pelos próprios pais adotivos. O inquérito, iniciado em 16 de julho, teve origem em um alerta feito pela escola do filho mais velho, que se queixou de dores no corpo e recusou-se a participar das aulas de educação física.

Ao ser acolhido, o menino revelou sofrer agressões constantes. O casal, ambos com 37 anos, tentou justificar as marcas como punições por mau comportamento, alegando que o filho teria furtado dinheiro. Negaram qualquer violência contra os outros dois irmãos, atribuindo as lesões a brigas e acidentes domésticos.

Laudos periciais, porém, contradisseram a versão. Os exames apontaram lesões em todas as crianças, em diferentes estágios de cicatrização, evidenciando agressões repetidas. A situação mais grave foi da menina de 8 anos, que apresentava uma cicatriz compatível com ferimento causado por instrumento cortante.

O depoimento de uma conselheira tutelar reforçou o cenário de maus-tratos: socos, golpes com chinelos e pedaços de pau, estrangulamento, ferimentos provocados com espeto de churrasco e privação de comida, com as crianças sendo trancadas em um quarto.

Com as provas reunidas, a Polícia Civil concluiu o inquérito e o encaminhou ao Ministério Público e ao Judiciário. O casal deverá responder judicialmente por crimes de maus-tratos e tortura.

A corporação destacou a importância da denúncia e do trabalho conjunto entre escolas, Conselho Tutelar e autoridades, reforçando que a vigilância da sociedade é fundamental para interromper ciclos de violência contra menores.