Mafra (SC) – Um cenário digno de um filme policial chocou moradores de Mafra na tarde desta sexta-feira (25). Durante a limpeza de um terreno em uma área de mata nas imediações do Parque de Exposições, situado às margens da rodovia BR-116, um grupo de rapazes fez uma descoberta perturbadora: um crânio humano, acompanhado por diversos ossos, parcialmente encobertos pela vegetação.
Diante da situação, os jovens acionaram imediatamente a Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Mafra, além da Polícia Científica, que compareceu ao local para dar início à apuração dos fatos.
A área foi isolada pelas autoridades para o trabalho da perícia, considerada fundamental para esclarecer o mistério que envolve a identidade da vítima e as circunstâncias da morte.
— Ainda não podemos afirmar há quanto tempo a ossada estava ali ou mesmo quem era a vítima. A perícia será essencial para desvendar o que aconteceu — afirmou o delegado Eduardo Borges, responsável pela investigação.
Perícia será decisiva na tentativa de identificar a vítima
A Polícia Científica coletou vestígios e fragmentos que poderão ajudar não apenas a determinar a causa da morte, como também identificar a vítima, que até o momento permanece sem nome.
— Agora, o próximo passo da investigação é aguardar a perícia identificar a causa da morte e tentar descobrir de quem se trata — acrescentou Borges.
Ossada pode estar ligada a casos de desaparecimento na cidade
O caso ganha ainda mais peso quando confrontado com os números oficiais: dez pessoas estão desaparecidas em Mafra, segundo dados da Polícia Civil. Quatro dessas sumiram somente em 2025. O desaparecimento mais antigo registrado remonta a 2011, ainda sem solução.
A polícia não descarta a possibilidade de que os restos mortais encontrados nesta sexta-feira estejam relacionados a algum desses desaparecimentos. A esperança é de que a análise técnica possa, enfim, dar respostas a famílias que há anos vivem a angústia do silêncio e da incerteza.
Enquanto peritos trabalham nos bastidores e investigadores levantam possibilidades, perguntas permanecem no ar:
Quem era essa pessoa? Como morreu? Seria um crime enterrado pelo tempo?
As próximas semanas prometem ser decisivas para elucidar o enigma revelado pela mata de Mafra.
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