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O ministro do STF determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Passos Rodrigues, diretor-geral da PF, e de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação.
Segundo Mendonça, ele próprio e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos do que classificou como monitoramento ilícito, por meio de relatórios de inteligência produzidos pela PF. Ele afirma vir sendo monitorado há mais de 30 dias. Para o ministro, a permanência dos dois nos cargos representaria risco às investigações, pelo acesso a informações, sistemas e canais de interlocução.
A decisão determina ainda que a Corregedoria da PF abra procedimentos criminais e administrativo-disciplinares para apurar quem pediu e quem produziu os relatórios. Mendonça também suspendeu a elaboração e o compartilhamento de documentos de inteligência voltados a analisar atos de integrantes do Judiciário, da Advocacia Pública e da polícia judiciária.
São os mesmos relatórios que embasaram, na semana passada, o pedido de Alexandre de Moraes para que Mendonça fosse investigado.
A medida foi tomada a partir de pedido do Partido Novo e será referendada pela Segunda Turma em sessão virtual extraordinária, nesta terça. PF e AGU não responderam de imediato.
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