Uma tarde marcada por tensão, medo e preocupação mobilizou equipes de emergência na cidade de Papanduva, no Planalto Norte de Santa Catarina, nesta segunda-feira (29). Um homem de aproximadamente 37 anos acabou baleado pela Polícia Militar após surtar, avançar com um trator agrícola contra bombeiros, policiais e veículos de populares, durante o atendimento a um incêndio em veículo na localidade de Rodeiozinho.
O Corpo de Bombeiros Militar de Papanduva foi acionado por volta das 14h23, após informação repassada pelo COBOM de Canoinhas, indicando um incêndio em uma camionete, com a suspeita inicial de que poderia haver uma vítima em seu interior. Ao chegarem ao local, as guarnições confirmaram que o veículo estava em fase de desenvolvimento completo do incêndio, em uma área rural, sem ocupantes.
Enquanto o combate às chamas era realizado, utilizando cerca de 300 litros de água e uma linha de ataque direto com duas mangueiras de 1½ polegada, um homem passou a apresentar comportamento agressivo, desorientado e extremamente agitado, gerando preocupação entre os socorristas.
Com a chegada da Polícia Militar, a situação se agravou. O indivíduo correu até um trator agrícola, passou a conduzi-lo de forma deliberadamente perigosa e avançou primeiro contra a guarnição do Corpo de Bombeiros, que ainda atuava no combate ao incêndio, e em seguida contra viaturas policiais e veículos de moradores que estavam nas proximidades.
Diante da iminente ameaça à integridade física dos bombeiros, policiais e de terceiros, a Polícia Militar precisou intervir, efetuando disparos de arma de fogo para conter o avanço do trator. O homem foi atingido no membro superior esquerdo, na região do bíceps.
Após ser contido, o indivíduo recebeu atendimento pré-hospitalar da equipe do ASU-459, sendo posteriormente encaminhado ao hospital para cuidados médicos. O estado de saúde não foi informado.
Concluído o combate ao incêndio e o atendimento ao ferido, o local ficou sob responsabilidade da Polícia Militar, que deu sequência aos procedimentos legais.
O episódio deixa um clima de tristeza e alerta, evidenciando os riscos enfrentados diariamente por profissionais da segurança pública e do socorro, além da necessidade de atenção especial a situações envolvendo instabilidade emocional e segurança coletiva.

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