Um caso grave de violência doméstica e sequestro infantil mobilizou diversas forças de segurança no município de Abelardo Luz, no Oeste catarinense, na tarde deste domingo (25). Um homem de 41 anos foi preso após sequestrar a própria filha, de apenas um ano e nove meses, e afirmar por telefone que havia tirado a vida da criança por enforcamento.
Segundo informações da Polícia Militar de Santa Catarina, a ocorrência teve início por volta das 13h30 no Assentamento Santa Rosa 1, na divisa com Faxinal dos Guedes. A mãe da criança, uma jovem de 25 anos, relatou que o casal estava visitando familiares quando ocorreu uma discussão. Em um momento de tensão, o homem pegou a criança nos braços e fugiu para uma área de mata densa, desaparecendo em seguida.
Horas mais tarde, ele entrou em contato com familiares e afirmou que havia matado a menina e tentaria tirar a própria vida, o que elevou o nível de urgência da operação.
Diante da gravidade da situação, uma grande operação de busca foi iniciada envolvendo efetivos da PM de Abelardo Luz, Xanxerê, Faxinal dos Guedes, Vargeão, Passos Maia e Ponte Serrada, além do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) e do Canil do 30⁰ Batalhão de Xanxerê. As buscas se estenderam pela noite e madrugada.
Por volta das 23h, foi possível estabelecer contato com o suspeito. Após uma longa negociação que durou até 1h15 da manhã, ele se entregou às autoridades. O homem foi localizado em uma lavoura a cerca de três quilômetros da casa da família, já no território de Faxinal dos Guedes.
Durante a condução dos policiais, o homem indicou pontos onde supostamente teria deixado o corpo da criança, mas nenhuma pista concreta foi localizada até o momento. A busca pela menina foi interrompida temporariamente às 5h da manhã, quando o autor foi entregue à Delegacia da Polícia Civil de Xanxerê, mas foi retomada logo em seguida com apoio do Corpo de Bombeiros.
O caso segue sendo investigado como sequestro, tentativa de homicídio e possível feminicídio infantil. A criança ainda é considerada desaparecida. As autoridades pedem que qualquer informação relevante seja repassada imediatamente à Polícia Militar.
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