Um homem foi condenado a mais de oito anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado após invadir uma residência e atirar duas vezes contra uma vítima no bairro Campo da Água Verde, em Canoinhas, no Planalto Norte catarinense. O julgamento ocorreu na quinta-feira (15), no Tribunal do Júri da comarca.

A decisão acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que denunciou o acusado pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além de desobediência.

### Pena será cumprida em regime fechado

Leia Também:

Pela tentativa de homicídio, o réu foi condenado a oito anos, um mês e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

Pelo crime de desobediência, recebeu ainda uma pena de 18 dias de detenção, em regime inicial aberto, além do pagamento de 12 dias-multa.

A sentença também determinou o pagamento de R$ 10 mil à vítima, como indenização mínima pelos danos causados. O condenado não poderá recorrer em liberdade, embora ainda caiba recurso da decisão.

Vítima foi atingida por dois disparos

Conforme a denúncia apresentada pela 4ª Promotoria de Justiça de Canoinhas, o crime aconteceu em 5 de janeiro de 2026, dentro da casa da namorada da vítima.

Na ocasião, o acusado teria efetuado dois disparos de arma de fogo. Um dos tiros atingiu de raspão a região frontal da cabeça, causando escoriações. O outro acertou a região próxima à clavícula direita, atravessou o corpo e saiu pelas costas.

Apesar da gravidade dos ferimentos, a vítima sobreviveu. Segundo a acusação, os disparos não atingiram órgãos vitais de forma letal.

A motivação do crime estaria relacionada a um desentendimento envolvendo o envio de uma mensagem de áudio pela namorada da vítima ao acusado.

Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina e em circunstâncias que dificultaram a possibilidade de defesa da vítima.

 Acusado também desobedeceu à Polícia Militar

Além da tentativa de homicídio, o homem foi condenado por desobediência devido à conduta após a chegada da Polícia Militar ao local.

Segundo a denúncia, após receber voz de prisão, ele teria se recusado a cumprir a ordem policial e resistido fisicamente à abordagem. Foi necessário utilizar algemas para garantir a execução da prisão.

### Ministério Público destaca decisão do Tribunal do Júri

O promotor de Justiça Marcus Vinicius dos Santos, que atuou no julgamento, destacou que a decisão representa uma resposta da Justiça aos crimes violentos.

Segundo ele, a condenação reforça a importância de não permitir que desentendimentos sejam resolvidos por meio da violência, colocando vidas em risco.

O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do acusado pelos crimes apresentados na denúncia, confirmando a tese sustentada pela Promotoria de Justiça.