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Fenômeno climático deve ganhar força no segundo semestre, trazendo ondas de calor, chuvas irregulares e aumento do risco de desastres naturais no Brasil
O fenômeno climático conhecido como El Niño deve atingir o Brasil ainda em 2026 e acender um alerta para eventos extremos em diferentes regiões do país. De acordo com dados recentes da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), há probabilidade de início já em maio, com 62% de chance de consolidação entre junho, julho e agosto.
As projeções indicam que o fenômeno deve ganhar ainda mais força ao longo do segundo semestre, com possibilidade superior a 80% de ocorrência até o fim do ano, segundo análises do Instituto Nacional de Meteorologia e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico na faixa da Linha do Equador. Esse aquecimento ocorre quando os ventos alísios — que normalmente empurram as águas quentes para o oeste — enfraquecem ou mudam de direção, alterando a circulação atmosférica global e impactando diretamente o clima em diversas regiões do planeta.
🌧️ Impactos no Brasil
Os efeitos do El Niño no Brasil costumam ser contrastantes entre as regiões. No Sul, há aumento significativo do volume de chuvas, elevando o risco de enchentes, deslizamentos e cheias de rios — um cenário que preocupa especialmente estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Já no Sudeste e Centro-Oeste, o fenômeno pode provocar irregularidade nas chuvas, alternando períodos de estiagem com pancadas intensas. Além disso, ondas de calor mais frequentes e duradouras também estão previstas.
Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste devem enfrentar o efeito oposto: redução das chuvas e risco elevado de seca severa, o que pode impactar diretamente o abastecimento de água, a agricultura e a geração de energia.
Segundo o CEMADEN, o evento previsto para 2026 pode variar entre intensidade moderada e forte, aumentando significativamente o risco de eventos extremos, especialmente na Região Sul do país.
⚠️ Alerta para o segundo semestre
A tendência, conforme os órgãos de monitoramento climático, é que os impactos mais intensos sejam sentidos a partir de agosto, quando o fenômeno deve estar plenamente estabelecido.
Diante desse cenário, especialistas recomendam atenção redobrada por parte das autoridades e da população, principalmente em áreas historicamente vulneráveis a enchentes e deslizamentos.
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