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O Tribunal do Júri da Comarca de Canoinhas condenou, nesta quinta-feira (23), dois homens pelo assassinato de João Marcelo Gontareck, crime ocorrido em abril de 2025. Os jurados acolheram integralmente as teses apresentadas pela 4ª Promotoria de Justiça e reconheceram a qualificadora de traição, além do crime de fraude processual.

O atirador, Felipe Leite Sampaio, foi condenado a 21 anos, 7 meses e 6 dias de prisão em regime inicial fechado. Já Igor Danrlei Correa de Lima, apontado como responsável por atrair a vítima para a emboscada e participar do planejamento do crime, recebeu pena de 20 anos de prisão por homicídio qualificado, além de três meses por fraude processual, também em regime fechado.

Os dois condenados não poderão recorrer em liberdade. A Justiça ainda determinou o pagamento de R$ 60 mil de indenização aos familiares da vítima.

Crime foi planejado com falsa promessa de paz

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina, o crime aconteceu na madrugada de 13 de abril de 2025, em frente a uma conveniência no bairro Piedade, em Canoinhas.

Segundo as investigações, Igor convenceu João Marcelo a comparecer ao local sob a alegação de que desejava encerrar desavenças anteriores e fazer um acordo de paz. Para transmitir confiança, chegou a enviar um vídeo mostrando a cintura para demonstrar que estaria desarmado.

Quando a vítima chegou ao encontro, foi surpreendida por Felipe Leite Sampaio, que efetuou cinco disparos na região da cabeça. João Marcelo morreu no local em decorrência de um grave traumatismo cranioencefálico.

Tentativa de ocultar provas

As investigações também apontaram que, após o crime, Igor tentou dificultar a apuração dos fatos. Conforme o Ministério Público, ele ocultou a participação do atirador, escondeu o próprio celular e apagou conversas do aplicativo de mensagens utilizadas para planejar a emboscada.

A fraude, no entanto, foi descoberta porque o celular da vítima permaneceu dentro do veículo e permitiu que a perícia recuperasse as mensagens, revelando todo o planejamento do homicídio.

O promotor de Justiça Marcus Vinicius dos Santos destacou que a condenação representa uma resposta firme da sociedade diante de um crime marcado pela premeditação, pela dissimulação e pela tentativa de enganar a Justiça.