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O Hospital Dona Helena, em Joinville, passou a utilizar um novo procedimento de tratamento para arritmia cardíaca, baseado na inovadora técnica de ablação por campo pulsado, também conhecida como eletroporação. A novidade representa um avanço significativo no combate à fibrilação atrial, o tipo mais comum de arritmia.

A técnica foi aplicada com sucesso, no dia 14 de maio, em dois pacientes — de 45 e 73 anos — diagnosticados com fibrilação atrial. A condição altera o ritmo dos batimentos do coração e aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e de morte súbita.

O procedimento, inédito no hospital, foi realizado pela equipe coordenada pelo cardiologista Rafael de March Ronsoni. Segundo ele, o diferencial está no uso de pulsos elétricos de alta voltagem, que atuam diretamente nos tecidos cardíacos comprometidos, sem afetar as estruturas saudáveis.

Como funciona a eletroporação

A técnica consiste na introdução de um cateter pela veia femoral até o coração, onde sensores aplicam cargas de até dois mil volts em microssegundos. Um dos pacientes recebeu 32 aplicações; o outro, 54.

“A eletroporação abre as membranas celulares cardíacas e induz a eliminação de tecidos responsáveis pela arritmia, sem danificar áreas adjacentes do coração”, explica Ronsoni.

Esse método já é utilizado com sucesso na Europa e Estados Unidos e foi recentemente aprovado pela Anvisa e outros órgãos de saúde no Brasil.

Vantagens da nova tecnologia no tratamento de arritmia

Até então, os procedimentos disponíveis no país eram a ablação por radiofrequência, que utiliza calor, e a crioablação, que destrói os tecidos doentes com frio. Ambas as técnicas trazem o risco de danificar nervos, vasos sanguíneos e até o tubo digestivo.

Com a chegada da eletroporação ao Hospital Dona Helena, os pacientes ganham em segurança e eficácia. Segundo o cardiologista, o tempo de cirurgia é reduzido em mais de 50%, e a eficácia no controle da arritmia melhora em até 15%.

“Trata-se de um avanço importante na cardiologia intervencionista. Com essa nova tecnologia, o hospital amplia a eficiência e a segurança no tratamento das arritmias”, conclui Ronsoni.

cardiologista Rafael de March Ronsoni