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Terça-feira, 28 de Maio de 2024

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Dois homens condenados por atear fogo em usuário de drogas em caçador

Em Caçador, homens que atearam fogo em usuário de drogas dentro de contêiner por conta de dívida são condenados por homicídio

Dois homens condenados por atear fogo em usuário de drogas em caçador
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Réus atingiram a vítima com um estilete e incendiaram um colchão e alguns cobertas, provocando a morte por asfixia. As penas de reclusão foram fixadas em 19 e 20 anos, respectivamente. "Eles não poderiam continuar circulando pelas ruas como se nada tivesse acontecido", diz o Promotor de Justiça que atuou no Tribunal do Júri.
 
Uma desavença por drogas resultou em um homicídio brutal em Caçador. O crime aconteceu em 19 de junho de 2022, no bairro Paraíso. Naquela noite, dois homens atraíram um devedor para um contêiner abandonado, feriram-no com um estilete e incendiaram um colchão e alguns cobertores com ele ainda vivo. A propagação das chamas queimou o corpo e a inalação da fumaça tóxica provocou a morte da vítima por asfixia.

O Ministério Público de Santa Catarina denunciou os réus na época dos fatos e, nesta semana, eles foram julgados e condenados pelo Tribunal do Júri por homicídio com duas qualificadoras. Uma delas foi o motivo torpe, pois o crime foi cometido por conta de uma dívida de entorpecentes. A outra foi o meio cruel, afinal os réus utilizaram fogo para fazer a vítima sofrer. As imagens anexadas ao laudo cadavérico mostram o corpo totalmente desfigurado.

José Adalberto Chaves (tio da vítima), de 53 anos, foi condenado a 20 anos e três meses, enquanto Rionei Dias, de 30 anos, foi condenado a 19 anos, quatro meses e 15 dias. Ambos cumprirão as penas de reclusão em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade.

O Promotor de Justiça Lucas Broering Correa conduziu a acusação contra os réus com base nas provas colhidas durante as investigações. "A atitude cruel desses homens diante de uma situação tão banal tinha que ser repudiada com uma pena severa. Eles não poderiam continuar circulando pelas ruas como se nada tivesse acontecido", diz.

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