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Um caso de supostos maus-tratos seguidos de morte chocou moradores do bairro Carianos, em Florianópolis, na tarde de domingo (17). O menino Moisés, de apenas 4 anos, chegou ao hospital sem sinais vitais, roxo e com lesões pelo corpo. Apesar de uma hora de tentativas de reanimação, a equipe médica não conseguiu salvar a criança.

O caso, inicialmente tratado como suspeita, teve desdobramentos rápidos: a mãe, Larissa de Araújo Falk (24 anos), e o padrasto, Richard da Rosa Rodrigues (23 anos), foram presos após prestarem depoimento na Delegacia de Homicídios.

 

 

Lesões e suspeitas de agressão

De acordo com o relatório médico, Moisés apresentava hematomas nas bochechas, abdômen e costas. Richard, que estava com a criança no momento do ocorrido, disse ter percebido que o menino ficou “estranho” e desacordou por volta do meio-dia, pedindo ajuda a vizinhos.

Larissa contou que estava trabalhando em um supermercado desde as primeiras horas da manhã e só soube do caso quando recebeu ligação do companheiro, já informando que o filho estava hospitalizado.

O pai biológico afirmou que o menino sofria de febres altas e manchas pelo corpo nos últimos meses, mas nunca teve clareza sobre a causa, pois os atendimentos médicos eram acompanhados apenas pela mãe.

 

 

Depoimentos contraditórios

Testemunhas relataram à Polícia Militar que Richard apresentou comportamento estranho e frieza emocional.

  • Uma enfermeira vizinha disse que ele parecia apático.
  • Um funcionário do hospital afirmou que o padrasto chegou a “fingir um desmaio” ao receber a notícia da morte da criança.
  • O segurança do hospital relatou que viu Richard chegar com o menino no colo e, pouco depois, presenciou Larissa entrando em desespero, dizendo: “tu vais ver se acontecer algo ruim com meu filho”.
  • Outra vizinha contou que foi chamada por Larissa pouco antes do fato e encontrou a criança sem sinais vitais em uma kitnet. Segundo ela, no caminho até o hospital, o padrasto se limitou a dizer que o menino havia comido “bolacha com leite”.

Moradores confirmaram ainda que a família estava sob acompanhamento do Conselho Tutelar devido a suspeitas anteriores de maus-tratos.

 

 

Prisão e investigação

Com base nas lesões constatadas, nos depoimentos das testemunhas e nas contradições apresentadas pelo casal, a Polícia Civil decidiu pela prisão de Richard e Larissa em flagrante.

O caso está sendo acompanhado pelo Instituto Médico Legal (IML), que deve emitir laudo definitivo sobre a causa da morte. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) poderá denunciar Richard por homicídio qualificado, enquanto Larissa poderá responder por negligência.

 

Comoção e busca por justiça

A morte do pequeno Moisés provocou indignação e comoção entre vizinhos, familiares e profissionais de saúde. Testemunhas relataram que os médicos lutaram até o último minuto para salvar a criança, mas os indícios de violência apontam para um histórico de agressões.

O caso segue sob investigação, e a prisão do casal representa o primeiro passo na busca por justiça para a vítima de apenas 4 anos.

 

FONTE/CRÉDITOS: Informações Jornal Razão