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Um casal de empresários foi condenado pelo Tribunal do Júri pelo homicídio de uma funcionária e pela tentativa de homicídio do marido dela, em um crime ocorrido no município de Palmitos, no Oeste de Santa Catarina. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a motivação do crime foi uma disputa relacionada à reivindicação de direitos trabalhistas.

De acordo com a denúncia, o casal de funcionários trabalhava e morava em uma pousada administrada pelos réus. Após cerca de dois meses de serviço, eles foram dispensados sem registro em carteira e, conforme a acusação, sem receber as verbas rescisórias. Mesmo desligados da empresa, permaneceram no imóvel enquanto buscavam a regularização da situação.

As divergências aumentaram nas semanas seguintes e culminaram em uma discussão na tarde de 29 de setembro de 2025. Conforme o processo, o empresário tentou atirar contra o marido da funcionária, mas a arma falhou diversas vezes.

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Em seguida, durante o confronto, a funcionária Lethycia Rodrigues de Lima de 35 anos  foi contida pela empresária, momento em que o homem efetuou um disparo que causou sua morte. O sobrevivente conseguiu desarmar o agressor após luta corporal.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foi reconhecida a tentativa de homicídio qualificada contra o marido da funcionária.

O empresário foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificada e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, recebendo pena de 18 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado. A empresária foi condenada por participação no homicídio qualificado, com pena de 14 anos de reclusão, também em regime fechado.

Além das penas, a Justiça acolheu pedido do Ministério Público e fixou indenização por danos morais de R$ 100 mil para a vítima sobrevivente e de R$ 250 mil aos herdeiros da funcionária assassinada.

Os dois réus permaneceram presos preventivamente durante o processo e o julgamento e tiveram negado o direito de recorrer em liberdade.

A promotora de Justiça Patrícia Castellem Strebe destacou que a decisão do Tribunal do Júri reforça o compromisso da sociedade com a responsabilização de crimes contra a vida e a defesa da justiça.